Segundo Piaget (S/D), “Os jogos não são apenas uma forma de entretenimento, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual”. Conforme SILVEIRA (1998, P.02): ...os jogos podem ser empregados em uma variedade de propósitos dentro do contexto de aprendizado. Um dos usos básicos e muito importantes é a possibilidade de construir-se a autoconfiança. Outro, é o incremento da motivação. (...) um método eficaz que possibilita uma prática significativa daquilo que está sendo aprendido. Até mesmo o mais simplório dos jogos pode ser empregado para proporcionar informações factuais e praticar habilidades, conferindo destreza e competência. Segundo Martins (2001, p.01)” ...em nosso cotidiano utilizamos várias formas de jogo: o dos sentidos, em que a curiosidade nos leva ao conhecimento; os jogos corporais expressos na dança, nas cerimônias e rituais de certos povos; o jogo das cores e dos sons, presente na arte dos imortais; o jogo do olhar. Enfim, ele está aí, fazendo arte de nossas vidas. A intensidade do poder do jogo é tão grande que nenhuma ciência conseguiu explicar a fascinação que ele exerce sobre as pessoas”.

O brinquedo e a brincadeira propiciam à criança vivências que vão além das que são naturalmente da sua idade. Assim, as regras facilitam a internalização de significados culturais no comportamento da criança que não são facilmente percebidos e compreendidos na vida real. Todas essas possibilidades e tendências intrínsecas ao brinquedo revelam as capacidades que a criança poderá desenvolver no futuro. O brincar é peça fundamental no quebra-cabeça do desenvolvimento infantil, sendo muito difícil excluí-lo deste processo.

Em situações de brincadeira, a criança constrói a consciência de realidade, possibilitando um maior entendimento das relações e fatos sociais reais. Para Piaget (1956) “...desde as ações mais elementares em nível sensório-motor (tais como empurrar ou puxar) até as operações intelectuais mais sofisticadas, que são ações interiorizadas, executadas mentalmente (por exemplo: reunir, ordenar, pôr em correspondências um a um), o conhecimento está constantemente ligado a ações ou operações, isto é, a transformações. O conhecimento, na sua origem, não nasce nem dos objetos nem do sujeito, mas da interação em princípios inextrincáveis entre o sujeito e esses objetos” e entre sujeitos.

Esta fascinação que o jogo, o brinquedo, o lúdico, criam nas pessoas deve ser aproveitada no processo educativo, enriquecendo e tornando-o cada vez mais atrativo, para assim, criarmos estratégias e meios que possibilitem nossos educandos num futuro próximo, enfrentarem de forma preparada, os desafios propostos pela vida.